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Ampliando Linguagens

A arte, a literatura, a cultura popular em suas múltiplas linguagens têm propiciado a ampliaçãodas possibilidades de expressar e problematizar dimensões de experiências de difícil acesso ou de complexa tradução e de construir práticas sociais inclusivas, participativas e libertadoras de promoção e cuidado em saúde nas quais é possível comunicar com maior densidade e afetar com maior potência, produzindo transformação em ato e desvelando diferentes culturas, saberes e expressões muitas vezes negadas e \ou invisibilizadas no contexto da saúde coletiva. A experiência coletiva, mas também subjetiva e singular, da saúde e do adoecimento e seu cuidado formal ou informal, excepcional ou cotidiano (naquilo que Heidegger associa à própria produção da existência) sempre lançou mão dessas formas de linguagem para serem comunicadas ao outro e para si mesmo, para produzirem sentido e, mais radicalmente, para transmutarem-se em formas outras de realidade. Esse processo se faz de forma mais deliberada, quando a arte se configure como modo de ser de análises das realidades de saúde-doença observadas, vividas, estudadas e performadas (como terapias e propostas de cuidado que lançam mão desses recursos), sob a forma de vídeos, fotografias, teatro e tantos outros formatos. Se faz também de forma mais espontânea e culturalmente alicerçadas em experiências transgeracionais de grupos sociais, como o que se expressa por meio de cordéis, práticas corporais, experiências místicas, rituais, movimentos coletivos de luta pela produção da saúde, e tantas outras formas. O GT Ampliando Linguagens tem por objetivo identificar essas múltiplas formas de expressão, presentes no vasto campo da saúde coletiva, incluindo aqui atores da academia, dos serviços e dos movimentos sociais e populares, e fazê-las dialogar, mas também permitir que sejam reexperimentadas em uma experiência performático-vivencial. Desse modo, propomos articular nesse espaço, atores e atrizes que partindo desses vários lugares (serviços de saúde, grupos de pesquisa e extensão, instituições de ensino, movimentos sociais e populares, grupos de arte e cultura popular) para dialogarmos sobre essas possibilidades de produzir estratégias de comunicação, produção do conhecimento, cuidado e abordagens pedagógicas nas quais a arte se configure como modo de ser de construções comprometidas com um projeto ético-político, democrático e popular de sociedade e com um modo de vida pautado em formas solidárias, amorosas e sustentáveis de produção do cuidado e saúde. Com isso, espera-se que se produzam reflexões mais críticas, encarnadas e engajadas sobre modos de sofrer e de resistir ao sofrimento, sobre formas de inventar e promover saúde e sobre possibilidades de traduzir enredos e dinâmicas sociopolíticas e econômicas que geram adoecimento e aflição nos sujeitos e grupos específicos e na sociedade como um todo. Espera-se, em particular, debruçar-se sobre mudanças drásticas da realidade social e experiências de violação de direitos, contrabalançando-os com formas coletivas de resistência, de enfrentamento das violências e de construção de um bem viver dos povos referencias para um projeto politico democrático e popular de sociedade.
MODALIDADES:
- Artes visuais (fotografia, cinema e vídeo)
- Artes Cênicas e Literatura (teatro, sarau)
- Artes plásticas
- Expressão vocal, instrumental e corpo/dança
- Outras (especificar)

Coordenadores:
Mônica Nunes
Roseni Pinheiro
Tatiana Engel Gerhardt
Vera Dantas

local do evento

Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Campus Central

A Universidade Federal da Paraíba é reconhecida pela sua excelência no ensino e em pesquisas tecnológicas e, atualmente, encontra-se entre as melhores Universidades da América Latina.

Campus I - Lot. Cidade Universitaria, João Pessoa - PB, 58051-900